Conflitos no Oriente Médio: Israel e Palestina
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Relação da ONU
A ONU ofereceu aos dois lados a possibilidades de dividir a região entre palestinas e israelenses, estes deteriam cerca 55% da área, 60% composta pelo deserto Neguey. A palestina resistiu e se recusou a aceitar a presença de um povo não Árabe neste território. Com a ocupação da área, uma tensão estabeleceu-se entre os povos das duas principais religiões do local, o que desencadeou uma série de conflitos. Apos o final da segunda Guerra Mundial ( 1914 - 1945) a Organização das nações Unidas ( ONU) que ficou encarregada de resolver a situação, estabeleceu um estado duplo entra as duas nações em 1947. Dessa forma aproximadamente metade do território seria ocupada por cada povo, e Jerusalém, a capital, fica sob uma administração. Como isso não aconteceu, e os dois povos entraram em guerra a ONU vem tentando estabelecer a paz entre os israelenses e o povo palestino. Por exemplo, concedendo à Palestina o estatuto de Estado observador "não-membro", o que foi considerado mais um passo para um acordo de paz.
terça-feira, 5 de abril de 2016
Sobre o conflito e sua natureza
O conflito tem seu começo na segunda metade do século XIX, quando os judeus começaram a se juntar e partiram para região da Palestina, motivados pelo movimento sionista (busca pela Terra Prometida). Porém, a região da palestina era habitada por árabes a séculos, e fazia parte do Império Turco-Otamano. Assim, nos anos seguintes vários grupos de judeus, principalmente os que moravam na Europa, compraram terras na Palestina, o que deixava os quase 500 mil habitantes revoltados com a ideia da formação de um estado com a religião diferente da islâmica.
Em 1917 a Grã-Bretanha manda uma carta contendo a Declaração de Balfour, na qual diz que vai facilitar a criação de um Lar Nacional Judeu na Palestina caso vença o Império Turco-Otomano. As três décadas seguintes á declaração foram marcadas por acordos, violências e revoltas de ambos os lados.
Assim, após o fim da Segunda Guerra Mundial a ONU criou um plano de partilha. Esse plano dividiria a Palestina em uma cidade internacional(Jerusalém) e em dois estados: o Estado Judeu e o Estado Árabe. O Estado Judeu ficaria com cerca de 55% da região, e aprovou o acordo de partilha. A Alta Comissão Árabe,por sua vez rejeitou a partilha na esperança de que uma nova proposta fosse criada.
No dia 14 de maio de 1948 os judeus proclamam independência e criam o Estado de Israel na área estabelecida no plano de partilha.Egito, Iraque, Transjordânia, Líbano e Síria declaram guerra contra Israel. Esses estados pretendem criar o Estado Unido da Palestina e consideram o plano da ONU ilegal, pois ia contra a vontade da maioria da população Palestina.Israel vence,e acaba ficando com Galiléia e do Deserto de Neguev. Os israelenses devolvem a Cisjordânia para os árabes,e a Faixa de Gaza passa a fazer parte do Egito. Os palestinos ficam então sem terra.
Durante a década seguinte Israel é atacada constantemente, principalmente pelos egípcios que comandavam a Faixa de Gaza. Em 1956, após a nacionalização do Canal do Suez, feita pelo o Egito, que era antes comandado por britânicos e que liga o Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho, Reino Unido e França criam uma aliança com Israel para que esse declare guerra contra o Egito.Os Israelenses atacam Sinai, e liberam o Porto de Eliat( que pertencia ao Estado de Israel). Porém, os EUA e a URSS interferem no confronto e as tropas de Israel recuam.
Já em 1959 os palestinos criam a Al Fatah, organização de guerra, e logo em seguida (1964) a OLP, que tinha como objetivo usar a Al Fatah para combater os israelenses e criar um Estado Palestino.
Em 1967 o Egito bloqueia a saída de Israel para o Mar Vermelho, esse então bombardeia o Egito, a Jordânia e a Síria, alegando que tais países estavam se preparando para uma guerra e que o ataque foi uma ação preventiva.Israel consegue vencer a guerra e começa a controlar Sinai, boa parte de Jerusalém, a Faixa de Gaza ,as colinas de Golã e a Cisjordânia.
Neste meio tempo, vários ataques individuais entre as duas etnias. Um 1973 acorreu a Guerra do Yom Kippur, que levou esse nome pois ocorreu em um feriado judeu. Israel venceu com a ajuda dos EUA, o que levou os países árabes a cortar o abastecimento de petróleo, criando a crise chamada de choque do petróleo.
O acordo de Camp David é assinado pelo Egito e por Israel em 1979, e então os israelenses devolvem Sinai para o Egito. Por cota desse acordo o Egito foi o primeiro país árabe a reconhecer Israel, criando grande tensão.
Então em 1982 ocorre a Guerra do Líbano, na qual os israelenses alegam ter invadido o país para retirar as forças da OLP. Durante a guerra é permitido um massacre feito pelas milícias cristãs nos campos de refugiados( em Sabra e Chatila) palestinos, matando vários civis. Cinco anos depois os palestinos se revoltam contra o controle de Israel e saem nas ruas, criando o movimento chamado de Intifada.
O Acordo de paz de Oslo é assinado por Israel e pela OLP. O acordo previa que as regiões tentariam impor a paz, que as forças armadas do Estado de Israel seriam retiradas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e que o auto-governo seria dado para as áreas governadas pela Autoridade Palestina, entre os outros tópicos. Em 1995 Issac Rabin,primeiro-ministro de Israel é morto por um judeu contrário ao acordo de paz de Oslo.
Em 2002 ocorre a Segunda Intifada quando Sharon, visto como responsável pelos massacres de Sabra e Chatila, visita a Esplanada das Mesquitas, local sagrado para judeus e israelenses. A visita é vista como provocação, e então os palestinos começam a segunda intifada. Os protestos e a violência se estendem até 2006. Cerca de 4.445 pessoas foram mortas até 2004 com a intifada.
Em 2001 Sharon é eleito como primeiro-ministro de Israel. As medidas por ele tomadas, como a construção do muro da Cisjordânia, desagrada e revolta os palestinos.Já em 2005 Mahmoud Abbas vence as eleições e se torna o novo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP).E em 2006 Sharon sofre um derrame, e então Ehud Olmert assume. Assim, em 2006 o grupo terrorista Hamas é eleito e recebe a maior parte das cadeiras no Parlamento Palestino. Esse grupo não reconhece Israel.
O cessar-fogo entre o Hamas e Israel acaba em 2009 quando o grupo islâmico lança foguetes em direção ao Estado de Israel, que reage com ataques aéreos, matando mais de 400 pessoas.Nos últimos anos a ONP e o governo de Israel vem tentando chegar a um acordo de paz por intermédio dos EUA, porém sem muito sucesso. Então, Hamas e Fatah vivem com disputas internas, enquanto o Hamas mantem conflitos constantes com Israel.
Em 1917 a Grã-Bretanha manda uma carta contendo a Declaração de Balfour, na qual diz que vai facilitar a criação de um Lar Nacional Judeu na Palestina caso vença o Império Turco-Otomano. As três décadas seguintes á declaração foram marcadas por acordos, violências e revoltas de ambos os lados.
Assim, após o fim da Segunda Guerra Mundial a ONU criou um plano de partilha. Esse plano dividiria a Palestina em uma cidade internacional(Jerusalém) e em dois estados: o Estado Judeu e o Estado Árabe. O Estado Judeu ficaria com cerca de 55% da região, e aprovou o acordo de partilha. A Alta Comissão Árabe,por sua vez rejeitou a partilha na esperança de que uma nova proposta fosse criada.
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| Plano de partilha da Palestina |
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| Israel em 1949 |
Durante a década seguinte Israel é atacada constantemente, principalmente pelos egípcios que comandavam a Faixa de Gaza. Em 1956, após a nacionalização do Canal do Suez, feita pelo o Egito, que era antes comandado por britânicos e que liga o Mar Mediterrâneo e Mar Vermelho, Reino Unido e França criam uma aliança com Israel para que esse declare guerra contra o Egito.Os Israelenses atacam Sinai, e liberam o Porto de Eliat( que pertencia ao Estado de Israel). Porém, os EUA e a URSS interferem no confronto e as tropas de Israel recuam.
Já em 1959 os palestinos criam a Al Fatah, organização de guerra, e logo em seguida (1964) a OLP, que tinha como objetivo usar a Al Fatah para combater os israelenses e criar um Estado Palestino.
Em 1967 o Egito bloqueia a saída de Israel para o Mar Vermelho, esse então bombardeia o Egito, a Jordânia e a Síria, alegando que tais países estavam se preparando para uma guerra e que o ataque foi uma ação preventiva.Israel consegue vencer a guerra e começa a controlar Sinai, boa parte de Jerusalém, a Faixa de Gaza ,as colinas de Golã e a Cisjordânia.
Neste meio tempo, vários ataques individuais entre as duas etnias. Um 1973 acorreu a Guerra do Yom Kippur, que levou esse nome pois ocorreu em um feriado judeu. Israel venceu com a ajuda dos EUA, o que levou os países árabes a cortar o abastecimento de petróleo, criando a crise chamada de choque do petróleo.
O acordo de Camp David é assinado pelo Egito e por Israel em 1979, e então os israelenses devolvem Sinai para o Egito. Por cota desse acordo o Egito foi o primeiro país árabe a reconhecer Israel, criando grande tensão.
Então em 1982 ocorre a Guerra do Líbano, na qual os israelenses alegam ter invadido o país para retirar as forças da OLP. Durante a guerra é permitido um massacre feito pelas milícias cristãs nos campos de refugiados( em Sabra e Chatila) palestinos, matando vários civis. Cinco anos depois os palestinos se revoltam contra o controle de Israel e saem nas ruas, criando o movimento chamado de Intifada.
O Acordo de paz de Oslo é assinado por Israel e pela OLP. O acordo previa que as regiões tentariam impor a paz, que as forças armadas do Estado de Israel seriam retiradas da Cisjordânia e da Faixa de Gaza e que o auto-governo seria dado para as áreas governadas pela Autoridade Palestina, entre os outros tópicos. Em 1995 Issac Rabin,primeiro-ministro de Israel é morto por um judeu contrário ao acordo de paz de Oslo.
Em 2002 ocorre a Segunda Intifada quando Sharon, visto como responsável pelos massacres de Sabra e Chatila, visita a Esplanada das Mesquitas, local sagrado para judeus e israelenses. A visita é vista como provocação, e então os palestinos começam a segunda intifada. Os protestos e a violência se estendem até 2006. Cerca de 4.445 pessoas foram mortas até 2004 com a intifada.
Em 2001 Sharon é eleito como primeiro-ministro de Israel. As medidas por ele tomadas, como a construção do muro da Cisjordânia, desagrada e revolta os palestinos.Já em 2005 Mahmoud Abbas vence as eleições e se torna o novo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP).E em 2006 Sharon sofre um derrame, e então Ehud Olmert assume. Assim, em 2006 o grupo terrorista Hamas é eleito e recebe a maior parte das cadeiras no Parlamento Palestino. Esse grupo não reconhece Israel.
O cessar-fogo entre o Hamas e Israel acaba em 2009 quando o grupo islâmico lança foguetes em direção ao Estado de Israel, que reage com ataques aéreos, matando mais de 400 pessoas.Nos últimos anos a ONP e o governo de Israel vem tentando chegar a um acordo de paz por intermédio dos EUA, porém sem muito sucesso. Então, Hamas e Fatah vivem com disputas internas, enquanto o Hamas mantem conflitos constantes com Israel.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Cronologia do conflito
1917- Declaração de Balfour: Carta mandada pelo governo britânico para o líder da comunidade judaica. Na carta a Inglaterra falava da intenção de facilitar a criação do Lar Nacional Judeu na Palestina caso vencesse o Império Otamano, que dominava a região na época.
1948/1949- Inglaterra tira suas tropas da região e o Estado de Israel é proclamado. Egito, Iraque, Transjordânia, Líbano e Síria atacam, porém Israel vence, ficando com as terras da Galiléia e do Deserto de Neguev. Os israelenses devolvem a Cisjordânia para os árabes,e a Faixa de Gaza passa a fazer parte do Egito. Os palestinos ficam então sem terras.
1956- Guerra de Suez- O Egito nacionaliza o Canal do Suez, que liga o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho, que era controlado pela Inglaterra. Com apoio da Inglaterra e da França o Estado de Israel declara Guerra contra o Egito. Os Israelenses atacam Sinai, e liberam o Porto de Eliat( que pertencia ao Estado de Israel). Porém, os EUA e a URSS interferem no confronto e as tropas de Israel recuam.
"Caro Lord Rothschild,
- "Tenho o grande prazer de endereçar a V. Sa., em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia quanto às aspirações sionistas, declaração submetida ao gabinete e por ele aprovada:
- `O governo de Sua Majestade encara favoravelmente o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional para o Povo Judeu, e empregará todos os seus esforços no sentido de facilitar a realização desse objetivo, entendendo-se claramente que nada será feito que possa atentar contra os direitos civis e religiosos das coletividades não-judaicas existentes na Palestina, nem contra os direitos e o estatuto político de que gozam os judeus em qualquer outro país.´
- "Desde já, declaro-me extremamente grato a V. Sa. pela gentileza de encaminhar esta declaração ao conhecimento da Federação Sionista.
- "Arthur James Balfour."
- 1947- ONU aprova o plano de partilha da Palestina, que dividiria o local em um Estado Judeu (Israel) e um Estado Palestino. O plano de partilha é aceito pelos judeus, que tinham acabado de sofrer muito com o Holocausto na Europa, aceitam o acordo, porém os palestinos o rejeitam.
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| Plano de partilha da Palestina feito pela ONU |
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| Divisão da região do Estado de Israel em 1949 |
1959- Criação da organização de guerra palestina: Al Fatah.
1964- Criação da OLP pelos palestinos, que tinha como objetivo combater Israel e criar um novo Estado para eles. OLP tem como combatentes a organização Al Fatah.
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| Árabes se rendem ao exército de Israel. |
1967- Guerra dos Seis Dias- Egito bloqueia o acesso de Israel ao Mar Vermelho. Israel por sua vez reage bombardeando o Egito, Jordânia e Síria, tomando o deserto do Sinai,Cisjordânia e a Faixa de Gaza,controlando também Jerusalém.
1973- Guerra do Yom Kippur. Egito e Síria atacam Israel em um feriado judeu.Israel reage e vence.
1979- Acordo de Camp David entre Israel e Egito,com mediação dos EUA, que devolve Sinai aos egípcios.
1982- Guerra do Líbano- Tropas israelenses invadem Líbano com o suposto objetivo de retirar a OLP do país. Após dois meses de guerra as tropas da OLP saem do país. Durante esse tempo os israelenses permitem que as milícias cristãs libanesas invadam os campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila e matem a população civil.
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| Palestino jogando pedra em tanque israelense |
1987- Intifada- Palestinos se revoltam contar o controle de Israel e lutam nas ruas, com armas simples.
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| Isaac Rabin, Bill Clinton e Yasser Arafat durante os Acordos de Oslo. |
1993- Acordos de paz de Oslo- Assinado por Israel e pela OLP. O acordo previa a tentativa de impor a paz, a retirada das forças armadas israelenses da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, e auto-governo palestino nas áreas governadas pela Autoridade palestina, entre outros tópicos.
1995- Isaac Rabin é assassinado por um judeu contrário aos acordos de paz de Oslo.
2000- Segunda intifada- Sharon, visto como responsável pelos massacres de Sabra e Chatila, visita a Esplanada das Mesquitas, local sagrado para judeus e israelenses. A visita é vista como provocação, e então os palestinos começam a segunda intifada. Os protestos e a violência se estendem até 2006. Cerca de 4.445 pessoas foram mortas até 2004 com a intifada.
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| "Palestina Livre" |
2001- Sharon é eleito primeiro-ministro israelense. Ele manda construir o muro da Cisjordânia, o que revolta os palestinos.
2005 - Eleição- Em janeiro, Mahmoud Abbas vence as eleições e se torna o novo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP).
2006 - Afastamento de Sharon por conta de um derrame e é substituído por Ehud Olmert.
2006/2007 - O grupo islâmico Hamas vence as eleições parlamentares palestinas. Na prática, assume o controle da Faixa de Gaza.
2008- Depois de seis meses de paz entre Israel e o Hamas, o grupo islâmico lança foguetes em direção ao Estado de Israel, que reage com ataques aéreos, matando mais de 400 pessoas.
domingo, 3 de abril de 2016
Informações sobre Israel
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| Plano de partilha da Palestina |
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| Mudanças no mapa do atual Estado de Israel |
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| População israelense |
Mapas e informações sobre o local do conflito
O Oriente médio
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| Mapa Oriente Médio entre 1919 e 1925 |
As primeiras civilizações da Mesopotâmia e do Antigo Egito, originaram-se no Crescente Fértil e em regiões do vale do Nilo do antigo Oriente, assim como as civilizações do Levante, Pérsia e da Arábia. O Oriente Médio foi unificado pela primeira vez sob o Império Aquemênida seguido mais tarde pelo Império Macedônio e império iranianos, a saber, o Império Parta e o Império Sassânida. No entanto, seriam os califados árabes na Idade Média ou idade de ouro islâmica, que primeiramente iriam unificar todo o Oriente Médio como uma região distinta e criar a identidade étnica dominante que persiste até hoje. Os turcos seljúcidas, o Império Otomano e os safávidas também depois dominariam a região.
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| Oriente Médio atualmente |
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| Israel atualmente |
Outro acontecimento marcante nesta transformação foi a criação de Israel em 1948 e a saída das potências europeias, nomeadamente a Grã-Bretanha e França. Eles foram suplantados em parte pela crescente influência dos Estados Unidos.
No século XX, ações importantes da região do petróleo deu-lhe nova importância estratégica e econômica. A produção em massa do petróleo começou por volta de 1945, com a Arábia Saudita, Irã, Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos com grandes quantidades de petróleo. As reservas de petróleo estimadas, especialmente na Arábia Saudita e Irã, estão entre as maiores do mundo, e o cartel internacional do petróleo da Opep é dominado por países do Oriente Médio.
Durante a Guerra Fria, o Oriente Médio foi um teatro de luta ideológica entre as duas superpotências: os Estados Unidos e a União Soviética, que competiam por zonas de influências e aliados regionais. É claro que, além dos motivos políticos, houve também o "conflito ideológico" entre os dois sistemas. Neste quadro contextual, os Estados Unidos procuraram desviar o mundo árabe da influência soviética.
Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a região tem tido períodos de relativa paz e tolerância, pontuada por conflitos e guerras como a Guerra do Golfo, a Guerra do Iraque, o conflito árabe-israelense, as invasões americanas ao Iraque e Afeganistão e o atual conflito na Síria. Além disto, também atualmente, acusações contra o programa nuclear do Irã aumentam ainda mais a instabilidade da região.
A região que compreende o Oriente Médio está localizada na porção oeste do continente asiático, conhecida como Ásia ocidental. Possui extensão territorial de mais de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, com população estimada de 260 milhões de habitantes. É composta por 15 países: Afeganistão, Arábia Saudita, Bahrain, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria, Turquia.
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